A Regra de Vida visa, em linguagem bem simples, a eliminar,
gradativamente, nossas fraquezas e defeitos, e realçar nossas qualidades,
colocando-as a serviço do próximo, para que sejamos cristãos mais autênticos e
verdadeiros. Descobrir ou identificar essas fraquezas e defeitos não se
constitui em tarefa tão difícil. Basta que sejamos sinceros conosco mesmos.
Temos, como todas as viúvas/os e pessoas sós, muitas coisas boas que recebemos
de Deus, como dom e graça especiais. Temos, porém, nossos pontos negativos, que
podem ser traduzidos por dificuldades, defeitos, falhas, pecados ou omissões habituais e até freqüentes.
O primeiro passo que precisa ser dado consiste na escolha de um desses
defeitos ou fraquezas, para fazer um esforço de superação e crescimento nos
aspectos espiritual e humano. É uma atitude que se toma para melhorar algumas
de nossas qualidades. É bom relembrarmos que, antes de mais nada, precisamos
nos conhecer melhor e saber exatamente o que precisamos mudar.

Convém, também, que fique bem patente para todas as Viúvas/os e Pessoas
Sós, que não se pretende com esse compromisso de esforço assumir uma Regra de
Vida que se transforme numa pedra de tropeço ou coisa do gênero. Baseando-nos
com o que acontece nas Equipes de Nossa Senhora, queremos, sim, que seja assumida
com seriedade, mas com alegria, realismo e muito espírito cristão.
A Regra de Vida é, pois, um meio ou uma ferramenta para o nosso
progresso, devendo, por conseguinte, ser razoável, acessível, flexível (para
ser mudada ou adaptada). Busca, como resultado final, construir em nós uma nova
pessoa.
No Grupo, no momento da Co-Participação, é bom que seja colocado em
comum se temos ou não a nossa Regra de Vida. Não é necessário, todavia, dizer qual é, embora, entre irmãos, nada seja
segredo e um incentiva o outro a alcançar e transpor eventuais dificuldades.
Pistas para escolha de uma Regra de Vida
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Tenho algum problema de
relacionamento com algum vizinho ou membro da Comunidade?
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Aproximo-me,
freqüentemente, dos Sacramentos da Eucaristia e da Penitência?
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Consigo ver os outros
como meus irmãos em Cristo?
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Aceito, facilmente,
pedidos de desculpas?
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Compreendo que o meu
estado de vida não é sinônimo de dor e de sofrimento?
-
Consigo ser alegre e
demonstrar isso aos que estão próximos de mim (filhos, netos, parentes, amigos
– etc.)?
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