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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Hoje é um dia para pedir a graça e a docilidade ao Espírito Santo.

Papa: Reino de Deus cresce com a docilidade, não com organogramas

O Reino de Deus foi tema da homilia do Papa em 25/10/16 - OSS_ROM
25/10/2016 10:19
Cidade do Vaticano (RV) – Para que o Reino de Deus cresça, o Senhor requer a todos a docilidade. Esta foi a exortação que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis na Missa matutina (25/10) na Casa Santa Marta.
 
Bem-aventurados aqueles que “caminham na Lei do Senhor”. O Papa iniciou a sua homilia destacando que a Lei não é somente para estudá-la, mas para “caminhá-la”. E acrescentou que a Lei “é para a vida, é para ajudar a fazer o Reino, a fazer a vida”. Hoje, disse ainda Francisco, o Senhor “nos diz que também o Reino está em caminho”:
“O que é o Reino de Deus? Eh, talvez o Reino de Deus seja uma estrutura bem feita, tudo em ordem, organogramas bem feitos, tudo.... e aquilo que não entra ali, não é o Reino de Deus. Não. Com o Reino de Deus acontece o mesmo que pode acontecer com a Lei: o ‘imobilismo’, a rigidez … A lei é para caminhá-la, o Reino de Deus está em caminho. Não é estático. E mais: o Reino de Deus ‘se faz’ todos os dias’”.
Jesus, retomou o Papa, fala em suas parábolas de “coisas da vida cotidiana”: o fermento que “não permanece fermento”, porque, no final, “se mistura com a farinha”, está portanto “em caminho e faz o pão”. E depois a semente que “não permanece semente” porque “morre e dá vida à árvore”. “Fermento e semente – observou Francisco – estão em caminho para fazer algo”, mas para fazer isto, “morrem”. “Não é um problema de pequenez, de pouca ou grande coisa. É um problema – destacou o Pontífice – de caminho, e no caminho acontece a transformação”.
Devemos ser dóceis ao Espírito Santo
Alguém que vê a Lei e não caminha, advertiu, tem uma atitude fixa, “uma atitude de rigidez”: 
“Qual é o comportamento que o Senhor nos pede para que o Reino de Deus cresça e seja pão para todos e habitação, também, para todos? A docilidade. O Reino de Deus cresce com a docilidade à força do Espírito Santo. A farinha deixa de ser farinha e se torna pão, porque é dócil à força do fermento, e o fermento se deixa amassar com a farinha... não sei, a farinha não tem sentimentos, mas deste deixar-se amassar se pode pensar que há algum sofrimento ali, não? E depois, se deixa assar. Mas, também o Reino... mas o Reino cresce assim, e ao final é alimento para todos”.
“A farinha é dócil ao fermento”, cresce e o Reino de Deus “é assim”. “O homem e a mulher dóceis ao Espírito Santo – afirmou o Papa – crescem e são dom para todos. Também a semente é dócil para ser fértil, e perde a sua entidade de semente e se torna outra coisa, muito maior: se transforma”. Assim é o Reino de Deus: “em caminho”. Em caminho “rumo à esperança”, “em caminho em direção à plenitude”.
Rigidez
O Reino de Deus, disse ainda, “se faz todos os dias, com a docilidade ao Espírito Santo, que é aquele que une o nosso pequeno fermento ou a pequena semente à força, e o transforma para fazer crescer”. Se, ao invés, não caminhamos, nos tornamos rígidos e “a rigidez nos faz órfãos, sem Pai”:
“O rígido tem somente patrões, não um pai. O Reino de Deus é como uma mãe que cresce e fecunda, doa a si mesma para que os filhos tenham comida e teto, de acordo com o exemplo do Senhor. Hoje é um dia para pedir a graça e a docilidade ao Espírito Santo. Muitas vezes somos dóceis aos nossos caprichos, aos nossos juízos. ‘Mas, eu faço o que quero...’...Assim o Reino não cresce, tampouco nós. Será a docilidade ao Espírito Santo que nos fará crescer e transformar como o fermento e a semente. Que o Senhor nos dê a todos a graça desta docilidade”.
(bf/rb)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Francisco: Deus não conhece a palavra “descartar”


Francisco abençoa os fiéis durante a passagem com o papamóvel - OSS_ROM
04/05/2016 11:13
Cidade do Vaticano (RV) – “Deus não conhece a atual ‘cultura do descarte’, isso não pertence a Ele”. Esta foi a reflexão do Papa Francisco durante a Audiência geral desta quarta-feira, (04/05), na Praça São Pedro.
 
Ao interpretar a parábola da ovelha perdida, o Pontífice reiterou que devemos refletir sobre ela com mais frequência e fez uma advertência aos cristãos: “não devemos ficar fechados, senão teremos cheiro de mofo. Devemos sair”.
Jesus se utiliza da parábola para a compreensão de todos sobre a Sua proximidade dos pecadores, que não deve ser motivo de escândalo. “Ao contrário” – sublinhou o Papa – deve “provocar em todos uma séria reflexão de como vivemos a nossa fé”.
O estilo de Deus
“O ensinamento que Jesus nos quer transmitir é que nenhuma ovelha pode se desgarrar. O Senhor não pode se resignar ao fato que mesmo uma só pessoa possa se perder. O agir de Deus é aquele de quem vai em busca dos filhos perdidos para depois festejar e rejubilar o reencontro junto com todos”, disse o Pontífice.
O critério de Jesus não se mede pelo peso que 99 ovelhas têm na balança contra uma só. “Estejamos todos conscientes: a misericórdia para com os pecadores é o estilo com o qual Deus age, e à tal misericórdia Ele é absolutamente fiel: nada nem ninguém poderá desviá-Lo da sua vontade de salvação”, afirmou Francisco.
Deus nos aguarda onde Ele está
“Deus não conhece a nossa atual ‘cultura do descarte’, isso não pertence a Ele. Deus não descarta nenhuma pessoa, ama todos, vai em busca de todos, todos, um por um, ele não conhece esta palavra ‘descartar’ as pessoas porque é Todo amor e Todo misericórdia”.
Para encontrar Cristo, devemos estar conscientes de que seu rebanho está sempre em caminho: não é proprietário do Senhor, e não pode se iludir em aprisiona-Lo em nossos esquemas e estratégias.
“O pastor será encontrado lá onde está a ovelha perdida. Portanto, o Senhor deve ser buscado lá onde Ele quer nos encontrar, não onde nós pretendemos encontrá-Lo”, discerniu o Papa.
Cristãos com cheiro de mofo
Francisco falou ainda de lugares vazios, de alguém que foi embora e deixou a comunidade cristã. “Às vezes, isso é desencorajante e leva a pensar que seja uma perda inevitável. É então que corremos o perigo de nos fecharmos dentro do redil, onde não haverá cheiro de ovelhas, mas de mofo. Nós cristãos não devemos estar fechados senão teremos cheiro de mofo. Devemos sair”, exortou o Papa.
“Isto devemos entender bem – concluiu Francisco – para Deus ninguém está definitivamente perdido. Nunca, até o último momento, Deus nos procura. Pensem ao bom ladrão...”.
(rb)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

“A alegria de sair para buscar os irmãos e as irmãs que estão distantes: esta é a alegria da Igreja, evidenciou Francisco. Ali a Igreja se torna mãe, se torna fecunda”

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Cidade do Vaticano (RV) - "A alegria da Igreja é ser mãe, procurar as ovelhas perdidas”, disse o Papa na missa matutina desta terça-feira, 09, na Casa Santa Marta. O Papa reiterou que a Igreja não precisa ter um organograma perfeito se for triste e fechada, se não for mãe. E convidou os cristãos a serem “alegres” com a consolação da ternura de Jesus. 

Francisco iniciou sua homilia citando a primeira leitura, quando o Profeta Isaías fala do fim da tribulação de Israel depois do exílio na Babilônia: “O povo precisa de consolação; a presença do Senhor consola”. Uma consolação que existe também na tribulação! “Todavia, advertiu Francisco, nós fugimos da consolação, não confiamos, ficamos acomodados em nossas coisas, em nossas faltas, em nossos pecados”.  
Francisco destaca que “a maior consolação é a da misericórdia e do perdão”. Dirigindo o pensamento ao final do XVI capítulo de Ezequiel, quando após “a lista dos muitos pecados do povo”, diz: “Mas eu não te abandono; eu te darei mais; esta será a minha vingança: o consolo e o perdão”, “assim é o nosso Deus”. 
Por isso, reafirmou: “è bom repetir: deixem-se consolar pelo Senhor, é o único que nos pode consolar”. A este ponto, o Pontífice refletiu sobre o Evangelho do dia, extraído de Mateus, que fala da parábula da ovelha perdida: 

“Eu me pergunto qual seja a consolação da Igreja. Assim como uma pessoa se consola quando sente a misericórdia e o perdão do Senhor, a Igreja faz festa, fica feliz quando sai de si mesma. No Evangelho, aquele pastor que sai, vai em busca da ovelha perdida, podia fazer as contas de um bom comerciante: com 99, não é um problema perder uma; o balanço… Perdas, ganhos… Mas tudo bem, pode ser assim. Mas não, tem um coração de pastor, sai para buscá-la até que a encontra e a festeja, fica feliz”.

“A alegria de sair para buscar os irmãos e as irmãs que estão distantes: esta é a alegria da Igreja, evidenciou Francisco. Ali a Igreja se torna mãe, se torna fecunda”:

“Quando a Igreja não faz isso, quando a Igreja para em si mesma, se fecha em si mesma, talvez bem organizada, um organograma perfeito, tudo no lugar, tudo limpo, mas falta alegria, falta festa, falta paz, e assim se torna uma Igreja desanimada, ansiosa, triste, uma Igreja que parece mais uma solteirona do que uma mãe, e essa Igreja não serve, é uma Igreja de museu. A alegria da Igreja é parir; a alegria da Igreja é sair de si mesma para dar vida; a alegria da Igreja é ir em busca daquelas ovelhas que estão perdidas; a alegria da Igreja é justamente aquela ternura do pastor, a ternura da mãe”.
O fim do trecho de Isaías, explicou, “retoma esta imagem: como pastor ele apascenta o rebanho, e com o seu braço o reúne”. Esta é a alegria da Igreja, disse o Papa, “sair de si mesma e se tornar fecunda”:

“O Senhor nos dê a graça de trabalhar, de ser cristãos alegres na fecundidade da mãe Igreja e nos proteja de cair na atitude desses cristãos tristes, impacientes, desanimados, ansiosos, que têm tudo perfeito na Igreja, mas não têm ‘filhos’. Que o Senhor nos console com a consolação de uma Igreja mãe que sai de si mesma e nos console com a consolação da ternura de Jesus e de sua misericórdia no perdão dos nossos pecados”.   
(CM/BF)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Papa: "Palavra de Deus deve ser 'ouvida' e praticada"


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Cidade do Vaticano (RV) – “A vida cristã é simples: ouvir a Palavra de Deus e a por em prática; não se limitar a ‘ler’ o Evangelho, mas questionar-se sobre como suas palavras falam à nossa vida”. Este foi o ponto central da homilia do Papa Francisco, na missa da manhã desta terça-feira, 23, na Casa Santa Marta. 

As palavras que Jesus dizia pareciam novas, tocavam o coração. Muitos colhiam ‘a força da salvação’ que elas anunciavam. Por isso, as multidões acompanhavam Jesus. Muitos, no entanto, o seguiam somente por ‘conveniência’, sem pureza de coração, apenas pela vontade de ‘parecer bons’. 

Em dois mil anos – admitiu o Papa – este cenário não mudou muito. Ainda hoje, muitos escutam Jesus como os nove leprosos do Evangelho que, felizes por terem readquirido saúde, se esqueceram de Jesus, que a tinha lhes dado". 

"Mas Jesus continuava a falar às pessoas e a amar o povo, ao ponto que disse ‘Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem as palavras de Deus e as põem em prática’. Estas são as duas condições para seguir Jesus; esta é a vida cristã, nada mais. É simples”.

Para ouvir a Palavra de Deus é suficiente abrir a Bíblia, o Evangelho. Mas estas páginas não devem ser lidas, mas ouvidas. “Ouvir a Palavra de Deus – repetiu o Papa – é ler e se perguntar: ‘O que ela diz ao meu coração? O que Deus está me dizendo, com estas palavras? E a nossa vida vai mudando”. 


“Cada vez que fazemos isso - abrimos o Evangelho, lemos uma passagem e nos perguntamos: 'Com isso Deus fala para mim, me diz alguma coisa? E se diz alguma coisa, o que Ele me diz?’ – isso é escutar a Palavra de Deus, escutá-la com os ouvidos e escutá-la com o coração. Abrir o coração à Palavra de Deus. Os inimigos de Jesus ouviam a palavra de Jesus, mas estavam perto dele para encontrar um erro, fazer com que deslizasse, e que perdesse a autoridade. Mas nunca se perguntavam: “O que Deus está dizendo para mim nesta Palavra?’ E Deus não fala só para todos: sim, fala a todos, mas fala a cada um de nós. O Evangelho foi escrito para cada um de nós”.

Claro, prossegue o Papa Francisco, colocar em prática o que se ouviu “não é fácil”, porque “é mais fácil viver tranquilamente sem se preocupar com as exigências da Palavra de Deus”. Pistas concretas para fazê-lo, recorda, são os Mandamentos, as Bem-aventuranças. Contando sempre, acrescenta, com a ajuda de Jesus, também quando o nosso coração escuta, mas faz de conta que não entende. Ele, conclui o Papa, “é misericordioso e perdoa todos”, “espera todos porque é paciente”:

“Jesus recebe todos, também aqueles que vão para ouvir a Palavra de Deus e depois o traem. Pensemos em Judas. 'Amigo, lhe diz, naquele momento em que Judas o trai. O Senhor sempre semeia a sua Palavra, somente pede um coração aberto para ouvi-la e boa vontade para colocá-la em prática. Por esta razão, então a oração de hoje, seja a do Salmo: “Guia-me Senhor no caminho de seus mandamentos’, isto é, no caminho da sua Palavra, e para que eu possa aprender com a sua guia a colocá-la em prática”. (CM-SP)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Jesus está vivo, não o procuremos entre os mortos – o Papa na audiência geral em dia de S. Jorge


Tempo cinzento em Roma mas uma alegria solar irradiava nos corações das dezenas de milhares de peregrinos presentes na Praça de S. Pedro para a audiência geral com o Papa Francisco nesta quarta-feira, dia 23, dia de S. Jorge. “Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo?” – esta frase do Evangelho de S. Lucas serviu de mote para a catequese proposta pelo Santo Padre:

“Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo?”
Nestes dias em que celebramos a alegria pascal de que Cristo ressuscitou e permanece para sempre vivo e presente no mundo, a pergunta que os anjos fizeram às mulheres no sepulcro, também se dirige a nós: «Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo?»
De facto – continuou o Santo Padre – às vezes, podemos fechar-nos em várias formas de egoísmo, seduzidos pelas coisas deste mundo, deixando de lado Deus e o próximo.
“Mas não é fácil aceitar a vida do Ressuscitado e a sua presença no meio de nós. O Evangelho faz-nos ver as reações do apóstolo Tomé, de Maria Madalena e dos dois discípulos de Emaús: faz-nos bem confrontarmo-nos com eles.“
Desta forma – continuou o Papa – podemos ser como Tomé, querendo tocar nas chagas para acreditar; ou como Maria Madalena, que vê Jesus, mas não o reconhece; ou ainda, como os discípulos de Emaús, que sentindo-se derrotados não percebem que é o próprio Jesus que os acompanha. “Porque procuras entre os mortos aquele que está vivo tu que perdes-te a esperança e tu que te sentes aprisionado pelos teus pecados? Porque procuras entre os mortos aquele que está vivo tu que aspiras à beleza, à perfeição espiritual, à justiça, à paz?
Não podemos, assim, procurar entre os mortos aquele que está vivo! – sublinhou o Santo Padre. Por isso, é preciso maravilhar-se novamente com Cristo ressuscitado, para poder sair dos nossos espaços de tristeza e abrirmo-nos à esperança que remove as pedras dos sepulcros e nos dá coragem para anunciar pelo mundo fora o Evangelho da vida. – concluiu o Papa Francisco.
O Papa Francisco no final da catequese saudou também os peregrinos de língua portuguesa:
“Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, especialmentemente aos fiéis de Lisboa e aos diversos grupos do Brasil. Queridos amigos, a fé na Ressurreição nos leva a olhar para o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Feliz Páscoa para todos!”
Na saudações em língua italiana o Santo Padre referiu em particular a sua proximidade e oração aos trabalhadores da Lucchini de Piombino, em Livorno, na região italiana da Toscânia de quem recebeu uma video-mensagem que referia o quase seguro encerramento desta histórica e importante unidade siderúrgica:
“Caros operários, caros irmãos, abraço-vos fraternalmente e aos responsáveis peço de fazerem todos os esforços de criatividade e generosidade para reacender a esperança nos corações destes nossos irmãos e de todas as pessoas desempregadas por causa do desgoverno e da crise económica. Por favor, abram os olhos e não fiquem com os braços cruzados…”
O Papa Francisco a todos deu a sua benção! (RS)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PAPA Francisco na audiência geral: "Doença e morte não podem nos separar de Cristo"





◊   Cidade do Vaticano (RV) – A Unção dos Enfermos foi o tema da reflexão do Papa Francisco na audiência geral desta quarta-feira, na Praça São Pedro. Segundo a Prefeitura da Casa Pontifícia, cerca de 30 mil pessoas receberam bilhetes de ingresso para o encontro.

Jorge Mario Bergoglio completou a já tradicional volta da Praça com seu jipe aberto, parando diversas vezes para cumprimentar turistas e peregrinos. Muitas crianças estavam fantasiadas. Havia guardas suíços, palhaços, abelhas e joaninhas, e no meio deles, um menino de cerca de 4 anos, vestido de Papa, a quem Francisco sorriu e deu um beijo.

Depois de meia hora de contato com os fiéis, o Papa iniciou sua catequese. O Sacramento da Unção dos Enfermos era conhecido antigamente como “Extrema Unção”, pois se dizia que oferecia um conforto espiritual na iminência da morte. Hoje, o nome “Unção dos Enfermos” nos ajuda a estender o alcance à experiência da doença e do sofrimento, no horizonte da misericórdia de Deus.

Para explicar a profundidade do mistério da Unção, Francisco citou a parábola do Bom Samaritano, como está descrita no Evangelho de Lucas. O Bom Samaritano cuida de um homem ferido derramando sobre as suas feridas óleo e vinho.

É o óleo abençoado pelos Bispos a cada ano, na missa do Crisma de Quinta-feira Santa, utilizado na Unção dos enfermos. O vinho, por sua vez, é o sinal do amor e da graça de Cristo, que se expressam em toda sua riqueza na vida sacramental da Igreja”.

A parábola prossegue narrando que o Bom Samaritano, sem olhar a gastos, confia o homem ferido aos cuidados do dono de uma pensão: este representa a Igreja, a quem Jesus confia os atribulados no corpo ou no espírito.

“É à Igreja, à comunidade cristã, somos nós, a quem cotidianamente o Senhor confia os aflitos no corpo e no espírito para que possamos continuar a lhes doar, sem medida, toda a sua misericórdia e salvação”.

Continuando a catequese, Francisco lembrou que também a Carta de São Tiago recomenda que os doentes chamem os presbíteros, para que rezem por eles ungindo-os com o óleo. “É uma praxe que já se usava no tempo dos Apóstolos”, completou o Papa.

De fato, Jesus ensinou aos seus discípulos a mesma predileção que Ele tinha pelos doentes e atribulados, difundindo alívio e paz, e lhes transmitiu a capacidade e o dever de continuar a dispor da graça especial deste Sacramento. “No entanto, isto não nos deve levar a uma busca obsessiva do milagre ou à presunção de poder obter sempre a cura”, ressalvou Francisco.

“O problema, disse o Papa, é que este Sacramento é pedido cada vez menos, e a razão principal reside no fato que muitas famílias cristãs, devido à cultura e à sensibilidade atuais, consideram o sofrimento e a morte como um tabu, como algo a esconder ou sobre o qual falar o menos possível. É verdade que o sofrimento, o mal e a própria morte continuam sendo um mistério, e diante dele, nos faltam palavras. É o que acontece no rito da Unção, quando de modo sóbrio e respeitoso, o sacerdote impõe as mãos sobre o corpo do doente, sem dizer nada”.

Existe uma certa convicção de que chamar o sacerdote dá azar, que é melhor não chamá-lo para não assustar o doente”, disse o Papa, improvisando. “Há a idéia que depois do sacerdote, vem a agência funerária...”.

Por isso, diante daqueles que consideram o sofrimento e a morte como um tabu, deixando de se beneficiar com esse Sacramento, é preciso lembrar que “no momento da dor e da doença, devemos saber que não estamos sozinhos. O sacerdote e aqueles que estão presentes representam toda a comunidade cristã, que ao redor do enfermo, alimentam nele e em sua família a fé e a esperança, amparando-os com a oração e o calor fraterno”.

O maior conforto, finalizou o Papa, é que na Unção dos enfermos, Jesus nos mostra que pertencemos a Ele e que nem a doença, nem a morte poderão nos separar Dele.
(CM)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"Confiança no Senhor é a chave do sucesso", diz Francisco -

Renascença V+Ver todos os videos
"Confiança no Senhor é a chave do sucesso", diz Francisco

Rádio RenasceçaMais informação sobre este video
É a quarta paróquia visitada por Francisco. O papa celebrou Eucaristia este domingo no Sagrado Coração de Jesus, em Castro Pretório, uma paróquia romana muito activa na assistência aos pobres e sem-abrigo que passam as noites em redor da estação de Termini, no centro da cidade. - See more at: http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=617557#sthash.C8t6M8BC.dpuf

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Dar lugar a Jesus, e não às compras, diz Papa em homilia

Preparação ao Natal

Em Missa, nesta manhã, Francisco recordou necessidade de estar vigilante à espera de Jesus que vai chegar
Da Redação, com Rádio Vaticano
Dar lugar a Jesus, e não às compras e ao barulho, pede Papa em homiliaÀs vésperas do Natal, Papa Francisco celebrou a Missa, na Casa Santa Marta, nesta segunda-feira, 23, convidando os fiéis a manter o coração aberto e dar espaço a Jesus, e não às compras e ao barulho. O Santo Padre destacou a necessidade de vigilância nesse tempo de espera pelo Senhor.
Em especial, nestes dias que antecedem o nascimento de Jesus, Francisco disse que a Igreja, como Maria, está à espera de um parto, pela chegada do Senhor. Recordando que Deus visita Sua Igreja todos os dias, o Pontífice alertou para o risco do fechamento da alma.
“A nossa alma também está à espera pela vinda do Senhor; uma alma aberta que chama: ‘Vem, Senhor!’”, disse o Papa, lembrando que, nestes dias antes do Natal, o Espírito Santo impele o homem a fazer esta oração chamando o Senhor.
O Santo Padre propôs, então, uma reflexão acerca do estado em que está o coração de cada um nesse momento de espera, se está realmente aberto e vigilante ou se está fechado. Por isto, completou, a Igreja convida a fazer esta oração, “Vem”, para que a alma possa se abrir e ficar vigilante à espera.
“Vigiar! O que acontece em nós se o Senhor vier ou não vier? Se houve lugar para o Senhor ou se houver lugar para festas, compras, barulho? A nossa alma está aberta, como é aberta a Santa Mãe Igreja e como estava aberta Nossa Senhora? Ou a nossa alma está fechada e colocamos na porta uma etiqueta, muito educada, que diz: ‘Por favor, não perturbe!?”.
Francisco lembrou, por fim, que o mundo não termina com o ser humano, que o homem não é o mais importante do mundo, mas o Senhor o é, junto com Nossa Senhora e com a Igreja. Ele encerrou convidando os fiéis a procurarem estar com a alma sempre aberta para receber o Senhor que vem.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O papa contra ''os cristãos de vida dupla''


Pregação após pregação, o Papa Bergoglio, na missa que celebra todas as manhãs em Santa Marta, traça o perfil do cristão corrupto, substancialmente alguém que pisoteia a moral e se comporta de modo duplo, falso, hipócrita, preocupando-se em preservar uma imagem pública irrepreensível.
A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada no jornal Il Messaggero, 12-11-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Desta vez, Bergoglio se voltou contra os chamados "sepulcros caiados", não importa se seculares ou religiosos, políticos ou administradores. A pior coisa que o papa detecta é que, muitas vezes, essas pessoas, depois de terem embolsado propinas, lavam a própria consciência fazendo beneficência. Como se fossem inconscientes dos pecados cometidos.

"É a vida dupla de um cristão que faz muito mal, muito mal. 'Mas eu, dizem, sou um benfeitor da Igreja! Ponho a mão no bolso e dou à Igreja'. Mas depois, com a outra mão, rouba: do Estado, dos pobres. Rouba. É injusto. Essa é a vida dupla. E este merece – diz Jesus, não sou eu que digo – que lhe seja posta uma pedra de moinho no pescoço e seja jogado ao mar".

Francisco, que, como cardeal de Buenos Aires, fizera da luta contra a corrupção um cavalo de batalha, dedicando ao fenômeno social dezenas de discursos públicos, também como papa demonstra querer continuar percorrendo esse caminho mais decisivo do que nunca para sensibilizar a comunidade cristã.

Em Santa Marta, ele mencionou várias vezes o evangelho. "Jesus, ao corruptos, se dirigia dizendo que eles eram sepulcros caiados, aparentemente bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos mortos e de podridão. E um cristão que se orgulha de ser cristão, mas não tem uma vida de cristão, é um desses corruptos".

Coerência
O papa lamenta ter diante dos seus olhos muitos exemplos de pessoas que "fazem mal à Igreja! Cristãos corruptos, padres corruptos". Os danos que eles produzem são múltiplos, mas o pior dano é que "não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito da mundanidade".
Entre as características do corrupto, está a falta de coerência. Como cardeal, Bergoglio um dia disse, utilizando uma frase de efeito, que os corruptos são aqueles que submeteram os seus vícios a um acelerado curso de boas maneiras, prosseguindo assim a uma autoabsolvição pessoal, porque, afinal, "todo mundo faz isso".

Na semana passada, sobre o mesmo assunto, ele tinha trovejado contra a prática das propinas, comparando-a ao vício das drogas: começa sempre com pouco e acaba por nos tornar dependentes da deusa corrupção – ele a tinha chamado assim –, um ídolo diretamente ligado ao deus dinheiro. "O dinheiro corrompe". "A avidez do dinheiro está na raiz de todos os males".
A saída dessa espiral, segundo Bergoglio, é oferecida sempre pelo Evangelho, através do arrependimento, porque Jesus "nunca se cansa de perdoar e nos aconselha" a fazer o mesmo. Quando Jesus pede para perdoar sete vezes por dia, observou, ele "faz um retrato de si mesmo. Ele perdoa", mas também diz: "Ai daquele que causa escândalos". O papa não fala de pecado, mas de escândalo, que é outra coisa. "A diferença é que quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se humilha, e pede justamente a salvação de Jesus".

Quem não se arrepende e continua na duplicidade é "de uma podridão envernizada: essa é a vida do corrupto. E Jesus simplesmente não dizia 'pecadores' a estes. Dizia-lhes: 'Hipócritas'". Para eles, nenhuma salvação.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

o Papa Francisco interroga-se: O que é a esperança para um cristão?


Cidade do Vaticano (RV) - A esperança não é otimismo, mas uma “ardente expectativa” em direção à revelação do Filho de Deus. Esta a mensagem principal do Papa Francisco na Missa desta terça-feira na Casa de Santa Marta.

Tomando como estímulo as palavras de S. Paulo na Primeira Leitura do dia, o Papa Francisco interroga-se: O que é a esperança para um cristão? Não é fácil compreender o que é realmente a esperança – disse o Santo Padre – mas podemos, desde logo, saber aquilo que não é. Seguramente não é otimismo:

A esperança não é otimismo, não é aquela capacidade de olhar para as coisas com bom ânimo e andar para a frente. Não, aquilo é otimismo, não é esperança. Nem a esperança é uma atitude positiva perante as coisas. Aquelas pessoas luminosas, positivas... Isto é bom, mas não é esperança. Não é fácil perceber bem o que é a esperança. Diz-se que é a mais humilde das três virtudes, porque se esconde na vida. A fé vê-se, sente-se, sabe-se o que é. A caridade faz-se e sabe-se o que é. Mas o que é a esperança? Para nos aproximarmos um pouco, podemos dizer, em primeiro lugar, que a esperança é um risco, é uma virtude arriscada, é uma virtude, como diz S. Paulo ‘de uma ardente expectativa em direção à revelação do Filho de Deus’. Não é uma ilusão.
A esperança é, portanto, mais do que otimismo, mais do que bom ânimo... Os primeiros cristãos – recordou o Santo Padre – consideravam a esperança como uma âncora na margem do Além. E a nossa vida é, precisamente, caminhar em direção a esta âncora – sublinhou o Papa Francisco:

Vem-me à mente a pergunta: onde estamos nós ancorados, cada um de nós? Estamos ancorados precisamente na margem daquele oceano tão distante ou estamos ancorados num lago artificial que nós construímos com as nossas regras, os nossos comportamentos, os nossos horários, os nossos clericalismos, as nossas atitudes eclesiásticas e não eclesiais? Estamos ancorados ali? Tudo cômodo, tudo seguro? Aquilo não é a esperança.
“Uma coisa é viver na esperança, porque na esperança somos salvos, e outra coisa é viver como bons cristãos, nada mais que isso. Penso em Maria, uma moça jovem, que depois que ela sentiu que era mãe mudou a sua atitude e vai, ajuda e canta aquele hino de louvor. Quando uma mulher engravida é mulher, mas já não é só mulher, é mãe. E a esperança é qualquer coisa como isto.” (RS/BF)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Não podemos ser cristãos de meio caminho – o Papa na missa desta quinta-feira apelou aos cristãos para tomarem a sério a sua fé


2013-10-24 Rádio Vaticana

Todos os batizados são chamados a caminhar no caminho da santificação, não podemos ser cristãos pela metade. Esta a ideia principal do Papa Francisco na missa desta manhã na Casa de Santa Marta. Há um antes e um depois disse o Papa Francisco tomando como base a Carta de S. Paulo aos Romanos. Com Jesus somos recriados, refeitos:
“Fomos refeitos em Cristo! Aquilo que fez Cristo em nós é uma recriação: o sangue de Jesus recriou-nos. É uma segunda criação! Se antes toda a nossa vida, o nosso corpo, a nossa alma, os nossos hábitos estavam no caminho do pecado, da iniquidade, depois desta recriação devemos fazer o esforço de caminhar pelo caminho da justiça, da santificação. Utilizai esta palavra: a santidade. Todos nós fomos batizados: naquele momento, os nossos pais – nós eramos crianças – em nosso nome fizeram um ato de fé: Creio em Jesus Cristo, que nos perdoou os pecados. Creio em Jesus Cristo.”

“Viver como cristão”
– prosseguiu o Papa – significa assumir um estilo de vida que vive nesta recriação de Jesus e fieis ao nosso batismo. E não é mais possível dizer que se acredita em Jesus “mas vive-se como se quer! Isso não pode ser”, afirmou o Santo Padre.
Viver no caminho da santificação com as nossas imperfeições, debilidades e pecados assumindo o desafio do perdão e da reconciliação para – como afirmou o Papa Francisco – não sermos “cristãos de meio caminho”.

“Sem esta consciência do antes e do depois, de que nos fala Paulo, o nosso cristianismo não serve para ninguém! E mais: segue no caminho da hipocrisia. Digo que sou cristão mas vivo como pagão! Ás vezes dizemos ‘cristãos de meio caminho’, que não tomam isto seriamente. Somos santos, justificados, santificados pelo sangue de Cristo: tomar esta santificação e seguir com ela em frente!” (RS)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Papa na Santa Marta: "Só as boas ações não nos salvam. É preciso combater a 'síndrome de Jonas"'





Cidade do Vaticano (RV) - É preciso combater a “síndrome de Jonas” que nos leva à hipocrisia de pensar que somente nossas obras são suficientes para nos salvar. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta.

No Evangelho de hoje, observou o Pontífice, Jesus fala de “geração má”, referindo-se aos “doutores da lei” que tentavam criar uma armadilha para Ele. Essas pessoas lhe pediam sinais e Jesus respondeu que não haveria sinal nenhum, exceto o de Jonas.

Para o Papa Francisco, existe também a “síndrome de Jonas”. O Senhor lhe havia pedido que fosse a Nínive e ele fugiu para a Espanha. Tudo era claro para Jonas: “a doutrina é esta”, “se deve fazer isso” e os pecadores “que se virem, eu vou embora”. Os que vivem segundo esta síndrome de Jonas, advertiu o Papa, Jesus os chama de hipócritas, pois não buscam a salvação dos pecadores:
 
 
A ‘síndrome de Jonas’ não se preocupa com a conversão das pessoas, busca uma santidade que, eu diria, é uma santidade de ‘tinturaria’, toda perfeita, mas sem o zelo de pregar o Senhor.
Diante dessa geração má, o Senhor promete o sinal de Jonas. Na versão de Mateus, ele ficou três dias e três noites dentro de uma baleia, em referência a Jesus no sepulcro – e este é o sinal que Jesus promete contra a hipocrisia, contra esta atitude de religiosidade perfeita. Através da sua morte e de sua ressurreição, o sinal de Jesus promete a sua misericórdia.
O verdadeiro sinal de Jonas é o que nos dá a confiança de sermos salvos pelo sangue de Cristo. Quantos cristãos, e são muitos, pensam que serão salvos somente por aquilo que fazem, por suas obras. As obras são necessárias, mas são uma consequência, um resposta àquele amor misericordioso que nos salva. Só as obras, sem este amor misericordioso, não servem. 


Ao invés, a ‘síndrome de Jonas’ tem confiança somente na sua justiça pessoal, nas suas obras.
Eis que a ‘síndrome de Jonas’ nos leva à hipocrisia, àquela suficiência, a sermos cristãos limpos, perfeitos, porque fazemos as obras e cumprimos os mandamentos. É grande doença”, disse o Papa, enquanto o sinal de Jonas é a misericórdia de Deus em Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nós para a nossa salvação.

O sinal de Jonas, explicou, nos chama a seguir o Senhor, com humildade e com mansidão. Trata-se de um chamado e de uma escolha. “Aproveitemos esta liturgia – concluiu o Papa – para nos questionar e fazer uma escolha: que eu prefiro? A síndrome ou o sinal de Jonas?”
(BF)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Papa: "O que pedimos na oração é o 'papel' de presente. A verdadeira graça é Deus"


Cidade do Vaticano (RV) – Na oração, devemos ser corajosos e descobrir que a verdadeira graça que nos é dada é o próprio Deus: é o que afirmou o Papa na Missa desta manhã em Santa Marta. No centro da homilia, o trecho do Evangelho em que Jesus destaca a necessidade de rezar com insistência e confiança:
A parábola do amigo importuno, que obtém aquilo que deseja graças à sua insistência, inspirou o Papa Francisco a refletir sobre a qualidade da nossa oração:
Isso nos faz pensar na nossa oração: como nós rezamos? Rezamos assim, por hábito, piedosamente mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir aquilo pelo qual rezamos? (É preciso, ndr) a coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta … O Senhor diz: “Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre”. É preciso pedir, procurar e bater.
Quando nós rezamos corajosamente, disse ainda o Papa, o Senhor nos concede a graça, mas também Ele se dá a si mesmo na graça: o Espírito Santo, ou seja, si mesmo! Jamais o Senhor concede ou envia uma graça por correio: jamais! Ele a concede! Ele é a graça!
O que nós pedimos, disse ainda o Francisco, na verdade é papel que embrulha a graça, porque a verdadeira graça é Ele, que vem para entregá-la. A nossa oração, se for corajosa, recebe o que pedimos, mas também o que é mais importante: o Senhor”.
Nos Evangelhos – observou– “alguns recebem a graça e vão embora”: dos dez leprosos curados por Jesus, somente um volta para agradecer-Lhe. O cego de Jericó encontra o Senhor na oração e louva a Deus. Mas é preciso rezar com a “coragem da fé”, reiterou o Pontífice, levando-nos a pedir também aquilo que a oração não ousa esperar: ou seja, o próprio Deus:
Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor. Que o Senhor nos dê a graça de doar-se a si mesmo, sempre, em toda graça. E que nós o reconheçamos, e que o louvemos como aqueles doentes curados do Evangelho. Porque naquela graça, encontramos o Senhor.
(BF)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Papa: "Rezar com o coração abre as portas a Deus e faz milagres"


◊   Cidade do Vaticano (RV) - Nesta terça-feira, 08 de outubro, a oração foi o tema central da homilia de Francisco, na missa celebrada na Capela da Casa Santa Marta, “mas não a oração de palavras, como papagaios – disse o Papa, mas a oração com o coração: olhar ao Senhor, escutar o Senhor e pedir ao Senhor”.

Papa Francisco desenvolveu sua homilia sobre este aspecto, partindo da conhecida cena do Evangelho em que Marta pediu a Jesus, quase o repreendendo, que sua irmã a ajudasse a servir, ao invés de ficar ali parada, a ouvi-lo. Jesus respondeu que “Maria havia escolhido a parte melhor”. “A parte – elucidou Francisco – da oração, da contemplação de Jesus”.

Em síntese, o Papa afirmou que um coração que sabe rezar sabe perdoar. É daí que se vê um bom cristão:

Quando não rezamos, fechamos as portas ao Senhor para que Ele não possa fazer nada! Ao invés, diante de um problema, de uma situação difícil, de uma calamidade, a oração abre as portas ao Senhor para que Ele venha. Ele refaz as coisas, Ele sabe arranjar as coisas, colocá-las no lugar. Rezar é isso: abrir as portas ao Senhor. Se as fecharmos, Ele não pode fazer nada”.

O Papa concluiu exortando a pensarmos em Maria, que escolheu a parte melhor e nos mostra o caminho para abrir as portas ao Senhor.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Francisco em Assis contra a mundanidade que todos mata

"A igreja deve despojar-se hoje de um perigo gravíssimo, que ameaça todas as pessoas da Igreja: o perigo da mundanidade." Foi uma das mensagens que o Papa deixou hoje em Assis, num encontro com pobres que recebem ajuda da Cáritas, na "sala do despojamento", local onde São Francisco abdicou de todos os bens materiais. Na visita a Assis, Francisco esteve ainda de manhã com crianças e jovens deficientes, e disse que os cristãos não podem esquecer o sofrimento. - See more at: http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=568991#sthash.LI4YK6NX.dpuf
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