quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Papa: "O que pedimos na oração é o 'papel' de presente. A verdadeira graça é Deus"


Cidade do Vaticano (RV) – Na oração, devemos ser corajosos e descobrir que a verdadeira graça que nos é dada é o próprio Deus: é o que afirmou o Papa na Missa desta manhã em Santa Marta. No centro da homilia, o trecho do Evangelho em que Jesus destaca a necessidade de rezar com insistência e confiança:
A parábola do amigo importuno, que obtém aquilo que deseja graças à sua insistência, inspirou o Papa Francisco a refletir sobre a qualidade da nossa oração:
Isso nos faz pensar na nossa oração: como nós rezamos? Rezamos assim, por hábito, piedosamente mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir aquilo pelo qual rezamos? (É preciso, ndr) a coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta … O Senhor diz: “Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre”. É preciso pedir, procurar e bater.
Quando nós rezamos corajosamente, disse ainda o Papa, o Senhor nos concede a graça, mas também Ele se dá a si mesmo na graça: o Espírito Santo, ou seja, si mesmo! Jamais o Senhor concede ou envia uma graça por correio: jamais! Ele a concede! Ele é a graça!
O que nós pedimos, disse ainda o Francisco, na verdade é papel que embrulha a graça, porque a verdadeira graça é Ele, que vem para entregá-la. A nossa oração, se for corajosa, recebe o que pedimos, mas também o que é mais importante: o Senhor”.
Nos Evangelhos – observou– “alguns recebem a graça e vão embora”: dos dez leprosos curados por Jesus, somente um volta para agradecer-Lhe. O cego de Jericó encontra o Senhor na oração e louva a Deus. Mas é preciso rezar com a “coragem da fé”, reiterou o Pontífice, levando-nos a pedir também aquilo que a oração não ousa esperar: ou seja, o próprio Deus:
Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor. Que o Senhor nos dê a graça de doar-se a si mesmo, sempre, em toda graça. E que nós o reconheçamos, e que o louvemos como aqueles doentes curados do Evangelho. Porque naquela graça, encontramos o Senhor.
(BF)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Papa: "Rezar com o coração abre as portas a Deus e faz milagres"


◊   Cidade do Vaticano (RV) - Nesta terça-feira, 08 de outubro, a oração foi o tema central da homilia de Francisco, na missa celebrada na Capela da Casa Santa Marta, “mas não a oração de palavras, como papagaios – disse o Papa, mas a oração com o coração: olhar ao Senhor, escutar o Senhor e pedir ao Senhor”.

Papa Francisco desenvolveu sua homilia sobre este aspecto, partindo da conhecida cena do Evangelho em que Marta pediu a Jesus, quase o repreendendo, que sua irmã a ajudasse a servir, ao invés de ficar ali parada, a ouvi-lo. Jesus respondeu que “Maria havia escolhido a parte melhor”. “A parte – elucidou Francisco – da oração, da contemplação de Jesus”.

Em síntese, o Papa afirmou que um coração que sabe rezar sabe perdoar. É daí que se vê um bom cristão:

Quando não rezamos, fechamos as portas ao Senhor para que Ele não possa fazer nada! Ao invés, diante de um problema, de uma situação difícil, de uma calamidade, a oração abre as portas ao Senhor para que Ele venha. Ele refaz as coisas, Ele sabe arranjar as coisas, colocá-las no lugar. Rezar é isso: abrir as portas ao Senhor. Se as fecharmos, Ele não pode fazer nada”.

O Papa concluiu exortando a pensarmos em Maria, que escolheu a parte melhor e nos mostra o caminho para abrir as portas ao Senhor.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Francisco em Assis contra a mundanidade que todos mata

"A igreja deve despojar-se hoje de um perigo gravíssimo, que ameaça todas as pessoas da Igreja: o perigo da mundanidade." Foi uma das mensagens que o Papa deixou hoje em Assis, num encontro com pobres que recebem ajuda da Cáritas, na "sala do despojamento", local onde São Francisco abdicou de todos os bens materiais. Na visita a Assis, Francisco esteve ainda de manhã com crianças e jovens deficientes, e disse que os cristãos não podem esquecer o sofrimento. - See more at: http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=568991#sthash.LI4YK6NX.dpuf
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Somos crentes?

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 17,5-10 que corresponde ao Domingo 27 do Tempo Comum, ciclo C do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.


Eis o texto
desconhecer
Jesus tinha-lhes repetido em diversas ocasiões: “Que pequena é a vossa fé!”. Os discípulos não protestam. Sabem que Ele tem razão. Levam bastante tempo junto 
Dele. Eles O veem entregue totalmente ao Projeto de Deus; só pensa em fazer o bem; só vive para fazer a vida de todos mais digna e mais humana. Poderão segui-Lo
até ao fim?

Segundo Lucas, num momento determinado, os discípulos dizem a Jesus: “Aumenta-nos a fé”. Sentem que a sua fé é pequena e débil. Necessitam confiar mais em Deus e acreditar mais em Jesus. Não o entendem muito bem, mas não discutem. Fazem justamente o mais importante: pedir-Lhe ajuda para que faça crescer a sua fé.
A crise religiosa dos nossos dias não respeita nem sequer os praticantes. Nós falamos de crentes e não crentes, como se fossem dois grupos bem definidos: uns têm fé, outros não. Na realidade, não é assim. Quase sempre, no coração humano, existe, ao mesmo tempo e alternadamente, um crente e um não crente. Por isso, também nós que nos chamamos “cristãos” temos de nos preguntar: Somos realmente crentes? Quem é Deus para nós? Amamo-Lo? É Ele quem dirige a nossa vida?
A fé pode debilitar-se em nós sem que nunca nos tenha assaltado uma dúvida. Se não a cuidamos, pode diluir-se pouco a pouco no nosso interior para ficar reduzida simplesmente a um hábito que não nos atrevemos a abandonar, pelo sim pelo não. Distraídos por mil coisas, já não conseguimos comunicar-nos com Deus. Vivemos praticamente sem Ele.
Que podemos fazer? Na realidade, não se necessitam grandes coisas. É inútil que nos coloquemos objetivos extraordinários, pois seguramente não os vamos cumprir.
O primeiro é rezar como aquele desconhecido que um dia se aproximou de Jesus e lhe disse: “Creio, Senhor, mas vem em ajuda da minha incredulidade”. É bom repeti-lo com o coração simples. Deus entende-nos. Ele despertará a nossa fé.

Não temos de falar com Deus como se estivesse fora de nós. Está dentro. O melhor é fechar os olhos e ficar em silêncio para sentir e acolher a Sua Presença. Tampouco temos de nos entreter em pensar Nele, como se estivesse só na nossa cabeça. Está no íntimo do nosso ser. Temos de procurá-lo no nosso coração.
O importante é insistir até ter uma primeira experiência, mesmo que seja pobre, mesmo que só dure uns instantes. Se um dia percebemos que não estamos sós na vida, se captamos que somos amados por Deus sem merecê-lo, tudo mudará. Não importa que tenhamos vivido esquecidos Dele. Acreditar em Deus é, antes de tudo, confiar no amor que Ele nos tem.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A paz e a alegria são o sinal da presença de Deus na Igreja!



Homilia na Santa Marta: paz e alegria são sinais da presença de Deus na Igreja
◊   Cidade do Vaticano (RV) – A paz e a alegria são o sinal da presença de Deus na Igreja: foi o que disse o Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta, comentando as leituras do dia.

Os discípulos estavam entusiasmados, faziam programas, projetos para o futuro sobre a organização da Igreja nascente, discutiam quem fosse o mais importante. Mas Jesus – explica o Papa – os surpreende, transferindo o centro da discussão para as crianças: “Quem entre vós é o menor de todos, este é o maior”:

“O futuro de um povo está justamente aqui, nos idosos e nas crianças. Um povo que não cuida deles não tem futuro, porque não terá memória e não terá promessa! E quanto é comum deixá-los de lado. As crianças são tranquilizadas com uma bala, com um brinquedo. E os idosos são impedidos de falar, ignorando seus conselhos …”.

E os discípulos, destacou o Papa, não entendiam:

“Eu entendo que os discípulos queriam a eficácia, queriam que a Igreja prosseguisse sem problemas. E isso pode se tornar uma tentação para a Igreja: a Igreja do funcionalismo! A Igreja bem organizada! Tudo no lugar, mas sem memória e sem promessa! Esta Igreja, assim, não funcionará: será a Igreja da luta pelo poder, do ciúme entre os batizados e tantas outras coisas quando faltam memória e promessa”.

Portanto, a “vitalidade da Igreja” não está nos documentos e nas reuniões “para planejar e fazer bem as coisas”: trata-se de realidade necessárias, mas não são “o sinal da presença de Deus”:

“O sinal da presença de Deus é este, como disse o Senhor: ‘Velhos e velhas se sentarão nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala na mão por sua longevidade. E as praças da cidade estarão repletas de meninos e meninas brincando. Brincadeira nos faz pensar em alegria: é a alegria do Senhor. E esses idosos, sentados com a bengala na mão, tranquilos, nos fazem pensar na paz. Paz e alegria: este é o ar da Igreja!”.

(BF)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Pastoral da criança na missa das CNSE




Neste domingo 29 de setembro, na paróquis São José da Vila Nova, quatro novos líderes da pastoral da criança, foram enviados na missa das 19 horas animada pelo grupo Mãe Admirável das CNSE.

 Como dia da Bíblia foi elaborada uma linda celebração, onde todas as participantes estavam presentes e pudemos presenciar uma bonita sintonia entre o movimento e a pastoral da criança.

Seu grupo participou ou realizou alguma atividade? envie um pequeno texto para nós e se possivel fotos, para noticiarmos aqui no BLOG.
aguardamos...

PAZ DE JESUS E CARINHO DE MARIA A TODOS!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"GERAR A COMUNIDADE"

Bom dia !
O amor recíproco vivido, gera comunidade.
Uma verdadeira comunidade não se forma por decreto. Pode-se formar uma associação, agremiação, partido. Mas uma comunidade é fruto do amor vivido entre duas ou mais pessoas.
Até mesmo a família inicia-se como fruto do amor, concretiza-se com a união matrimonial, mas depois a sua geração deve ser constante, com um amor que se renova e se fortalece a cada dia.
As comunidades religiosas só serão tal, se existir o amor recíproco que as identifica com o carisma do(a) fundador(a), que foi reflexo do amor de Cristo.
Somos feitos para viver em comunidade e cada um de nós deve gerá-la, tomando a iniciativa no amor.
Para hoje, dia 26 de setembro de 2013:
"GERAR A COMUNIDADE"
Abraços,
Apolonio

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Primeiro precisamos deixar a luz de Deus brilhar sobre os lugares escuros do nosso coração

"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; - Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. "



Pensamento: Para que a nossa luz brilhe diante dos homens, primeiro precisamos deixar a luz de Deus brilhar sobre os lugares escuros do nosso coração, trazendo à tona todo pecado oculto, e toda sujeira que se esconde nas trevas. Muitas vezes é dolorido enxergar verdades à nosso respeito, mas quando Deus traz a luz o que precisa ser transformado, é para que Ele possa nos limpar e fazer livres de tudo o que nos prende e afasta dEle. Quando não deixamos Deus brilhar a luz dEle nos nossos corações é como se escondêssemos a nossa luz debaixo da cama. Mas quando permitimos que Ele derrame luz nas nossas trevas, como ora o salmista, aí sim nossa luz brilhará diante dos homens, e o que as pessoas verão serão boas obras, porque são feitas com um coração puro, para a glória de Deus.

Enviado por: Isabela A. Matsubara

Oração: Deus sonda o meu coração nesse momento e traga à luz as trevas que existem no meu coração, e que essa luz dissipe todos os maus caminhos que nele existem. Me dê um coração puro, e me transforma para que eu possa ser luz. Em nome de Jesus, amém.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

“É um Papa que verdadeiramente faz sentir Deus próximos aos últimos e aos necessitados”

 Os telefonemas, as cartas. O sentido do Papa pela comunicação.

"Pequenas e grandes escolhas de estilo, novas para um Papa. Falam de um pastor que por vinte anos foi o bispo no meio do povo, para o povo e com o povo, fora dos palácios curiais, longe de todo clericalismo e longe do poder, continuando a ser ele mesmo até o fundo, também no Vaticano", escreve Andrea Tornielli, jornalista, em artigo publicado no portal Vatican Insider, 12-09-2013. A tradução é de Benno Dischinger.

Eis o artigo.
“P/ excelentíssimo Doutor Scalfari... “O Papa pega a caneta para escrever uma carta de resposta a um jornal. Isso jamais acontecera. O fundador de “Repubblica”, Eugenio Scalfari, se dirigira diretamente a ele por duas vezes, em julho e depois em agosto, com perguntas e reflexões a partir da encíclica “Lumen Fidei”. Francisco considerou-as inteligentes e respondeu com uma longa carta pessoal publicada pelo cotidiano, apresentando o coração da fé e da experiência cristã e explicando que o diálogo com os não crentes “não é um acessório secundário da existência de quem crê: é, ao invés, uma expressão íntima e indispensável”.

Na carta, quase uma pequena “Suma” dos conteúdos essenciais da fé, o Papa fala de Jesus que, na cruz, se manifesta “Filho de um Deus que é amor”. Fala do perdão de Deus que “é mais forte que qualquer pecado”. Responde à pergunta se o Deus dos cristãos perdoa os pecados de quem não crê, explicando que “a questão, para quem não crê em Deus, está em obedecer à própria consciência”. E, a propósito da “verdade absoluta” contraposta às “verdades relativas e subjetivas”, dá a resposta: “Eu não falaria, nem sequer para quem crê, de verdade “absoluta”, no sentido de que absoluto é aquilo que é desconexo, aquilo que é privo de toda relação. Ora, a verdade, segundo a fé cristã, é o amor de Deus por nós em Jesus Cristo. A verdade é, portanto, uma relação”.

Joseph Ratzinger, como cardeal, tinha sido protagonista de alguns diálogos com não crentes sobre os temas da fé. Bento XVI promoveu o “Pátio dos Gentios” para que este confronto continuasse, mas durante o seu pontificado não há precedentes semelhantes à carta publicada no jornal La Repubblica. Enquanto Paulo VI e João Paulo II haviam feito diálogos sobre temas da fé tornados livros-entrevista, mas fizeram-no com grandes subscrições católicas (Jean Guitton, André Frossard, Vittorio Messori), e não com quem não crê.

A carta a Scalfari é somente a última das novidades de Francisco, um Papa que, surpreendido pela

celeuma suscitada pela bagagem de mão por ele pessoalmente levada ao avião no Rio, havia comentado: “É preciso ser normal”. É a “normalidade” excepcional para um Pontífice, de recusar a escolta e de mover-se por Roma ou por outra parte do mundo sem os grandes e luxuosos automóveis de representação, acabando por utilizar utilitários muito mais modestos do que aqueles dos cardeais no cortejo. È sua decisão de habitar na Casa Santa Marta, numa residência menor e principalmente menos isolada do que o apartamento no palácio apostólico, fazendo as refeições na sala de jantar comum. Há também os telefonemas, feitos diretamente e sem nenhum filtro, também a pessoas desconhecidas que lhe escreveram assinalando situações de sofrimento da mãe que decidiu não abortar ou aquela que, ao invés, perdera o filho num assalto.

Pequenas e grandes escolhas de estilo, novas para um Papa. Falam de um pastor que por vinte anos foi o bispo no meio do povo, para o povo e com o povo, fora dos palácios curiais, longe de todo clericalismo e longe do poder, continuando a ser ele mesmo até o fundo, também no Vaticano.
O Papa que, aparecendo logo após a eleição, antes de abençoar o povo, baixou a cabeça pedindo aos fiéis que orassem por ele em silêncio, está agora atingindo muitíssimas pessoas: homens e mulheres, também distantes da Igreja, escutando as homilias cotidianas da missa em Santa Marta e olhando com simpatia o Papa “pároco”, capaz de “esmiuçar” o Evangelho, repetindo com particular insistência a mensagem da misericórdia. É a ternura de um Deus que ama e acolhe, junto à prioridade evangélica do abraçar os pobres e os sofredores para tocar “a carne de Cristo”. Sua força comunicativa deriva do fato de ser um testemunho imediato e crível.

“É um Papa que verdadeiramente faz sentir Deus próximos aos últimos e aos necessitados”, disse sorrindo uma garota africana saindo terça-feira passada do Centro Astalli dos jesuítas, onde Francisco havia recém encontrado um grupo de refugiados. Um Papa plenamente à vontade nas favelas do Rio, nas mesas dos pobres, no abraço com os enfermos na Praça São Pedro, como no diálogo com Eugenio Scalfari.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vou batizar o seu filho'', diz o papa por telefone a uma mãe solteira.

  Terça, 10 de setembro de 2013 


Os telefonemas de Francisco nunca são por acaso. Ele liga para uma pessoa para falar com todas. Neste caso, as mães solteiras. Um envelope endereçado simplesmente a "Sua Santidade, Francisco, Cidade do Vaticano". Na terça-feira à tarde, o celular de Anna Romano tocou. "Eu atendi e fiquei sem palavras: no início, pensei que era trote, mas depois ouvi a referência à carta sobre a qual só os meus pais sabiam". Do outro lado da linha, o pontífice.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 06-09-2013.
 A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Vou batizar o seu filho. Nós, cristãos, não devemos levar a esperança embora", disse o papa por telefone à vendedora romana de 35 anos que tinha se dirigido a ele em um momento de desespero. Tendo ficado grávida de um homem que a abandonou, no fim de junho, ela escreveu a Francisco para contar a sua triste história.

"O meu companheiro me deixou, dizendo-me que não tem nenhuma intenção de cuidar do bebê a caminho, ou, melhor, me aconselhou a abortar", explica ela. "Por um instante, eu pensei em fazer isso realmente. Agora, só a ideia me dá calafrios. Naquele período, porém, eu estava muito sozinha e infeliz".
Ela optou por dar continuidade à gravidez, com o apoio da família. "O pontífice me telefonou e me disse que eu tinha sido muito corajosa e forte por ter decidido manter o meu bebê, apesar de o seu pai ter me deixado", conta a mãe solteira. "Ele me prometeu que vai batizá-lo pessoalmente: o seu telefonema foi emotivamente muito intenso e mudou a minha vida".

A mulher descobriu que o ex-companheiro já era casado e tinha um filho. Há alguns meses, Anna se mudou para Arezzo, onde encontrou trabalho como vendedora em uma joalheria, depois que a loja onde ela trabalhava em Roma fechou.
"Os telefonemas entram na esfera das relações pessoais do papa", observa um colaborador próximo de Bergoglio. "Os conteúdo dessa conversa expressam um sentimento de proximidade e de pastoralidade".
Anna Romano acrescenta: "Quando eu lhe disse que eu queria batizar o meu filho, mas que eu tinha medo que não fosse possível porque sou uma mãe solteira, já divorciada além disso, o papa me disse que, se eu não tivesse um pai espiritual para o batismo, ele mesmo pensava em dar o sacramento ao meu pequeno".
Um brilho na escuridão de meses sombrios. "Não sei se o papa realmente encontrará tempo para batizar o meu filho, que vai nascer no início de abril e que, se for menino, eu quero chamar de Francisco", enfatiza Anna. "Ele me deixou feliz, me deu força e eu conto a minha história porque eu gostaria que servisse de exemplo para muitas mulheres que se sentem longe da Igreja só porque encontraram o homem errado, estão divorciadas ou porque encontraram homens que nem sequer são dignos de serem pais".


Um sinal forte também para dentro da Igreja. "Ainda como arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio se confrontava com os sacerdotes que, em situações como essa, negavam o batismo", comenta o sociólogo Luca Diotallevi, organizador das Semanas Sociais dos Católicos. "O gesto de Francisco é um testemunho de fé que encoraja e lembra a todos que o julgamento sobre o comportamento das pessoas só pode ser dado por Deus".

Na mesma sintonia, o teólogo Gianni Gennari diz: "Batizando pessoalmente essa criança, o papa afirma o primado da misericórdia com relação ao julgamento sobre o passado dos pais e da família: Deus sempre olha para o futuro e esquece qualquer coisa diante de um coração aberto à esperança".
Além disso, acrescenta Gennnari, Francisco, dessa forma, "substitui o moralismo pela afirmação dos valores morais" diante de uma vida nascente: "Assim como o padre Milani, o papa toma diretamente nas mãos a situação, não delega aos outros e testemunha o Evangelho da esperança".

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Apostar tudo no Cristo

Apostar tudo no Cristo

Preferir o Cristo a todos os nossos próximos ganha um sentido novo, de fato, quando se compreende que esta preferência consiste em fazer nossa a sua escolha: dar a sua vida "por seus amigos", por estes que ele ama. Segundo um paradoxo que é freqüente nos evangelhos, renunciando ao que chamamos de "amor" é que alcançamos o amor autêntico. Nunca amamos tanto os que nos são próximos como quando colocamos o Cristo acima de tudo. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra", clama o Papa.

Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado", clamou o Papa Francisco, na manhã de hoje, na Praça de São Pedro, em Roma.

"Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam", continuou.

E convocou "toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, para um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade".


Eis a íntegra do discurso.
Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

“E eu pergunto a vocês: vocês são cristãos de etiqueta ou de verdade? Papa Francisco

"Não devemos ser cristãos de etiqueta. Mas cristãos de verdade, de coração", disse o Papa no Angelus ao refletir sobre a 'porta estreita'


◊   Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recitou a Oração mariana do Angelus neste domingo, 25 de agosto, desde a janela do apartamento Pontifício, diante de milhares de fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro. Antes de lançar um novo apelo pela paz na Síria, o Santo Padre falou sobre a salvação eterna e o convite de Jesus para passarmos pela porta estreita.

“Esforçai-vos para entrar pela porta estreita”, respondeu Jesus a alguém que lhe interpelou no caminho para Jerusalém sobre quantos seriam salvos. “O Senhor – observou o Papa – indica assim qual é o caminho da salvação. Mas qual é a porta que devemos entrar?”.


O Papa explicou que a imagem da porta aparece várias vezes no Evangelho “e evoca aquela da casa, do lar doméstico, onde encontramos segurança, amor, calor. Jesus nos diz que existe uma porta que nos faz entrar para a família de Deus, no calor da casa de Deus, da comunhão com Ele.

Esta porta é o próprio Jesus. Ele é a porta. Ele é a passagem para a salvação. Ele nos conduz ao Pai. E a porta, que é Jesus, nunca está fechada, está sempre aberta a todos, sem distinção, sem exclusão, sem privilégios. Porque vocês sabem, Jesus não exclui ninguém. Alguém entre vocês poderia me dizer: ‘Mas, Padre, eu sou excluído porque sou um grande pecador: fiz coisas erradas, fiz tantas coisas erradas, na vida...’. Não. Você não está excluído” Precisamente por isto és o preferido, porque Jesus prefere o pecador, sempre. Para perdoá-lo, para amá-lo...Jesus está te esperando para abraçar-te, para perdoar-te..Não tenha medo. Ele te espera. Tenha ânimo, tenha coragem para entrar na sua porta”.

“Todos – acrescentou o Papa - são convidados a passar por esta porta, passar pela porta da fé, entrar na sua vida e deixá-Lo entrar na nossa vida, para que a transforme, renove, dê a ela alegria plena e duradoura”.

Após, Francisco observou que “passamos diante de tantas portas que nos convidam a entrar e prometem uma felicidade que dura um instante, se esgota em si mesma e não tem futuro”. E exortou:

Gostaria de dizer com força: não tenhamos medo de passar pela porta da fé em Jesus, de deixá-lo entrar sempre mais na nossa vida, de sairmos dos nossos egoísmos, dos nossos fechamentos, das nossas indiferenças em relação aos outros. Porque Jesus ilumina a nossa vida com uma luz que não se apaga nunca. Não é um fogo de artifício, não é um flash, não! É uma luz tranqüila que dura para sempre e nos dá paz. Assim é a luz que encontramos se entramos pela porta de Jesus”.

O Papa explica então, que “a porta de Jesus é uma porta estreita, não porque seja uma sala de tortura, mas porque exige abrir o nosso coração a Ele, reconhecermo-nos pecadores, necessitados de sua salvação, do seu perdão, do seu amor, de ter a humildade em acolher a sua misericórdia e de nos deixar renovar por Ele”, e recorda que “Jesus no Evangelho nos diz que ser cristão não é ter uma ‘etiqueta’”:

E eu pergunto a vocês: vocês são cristãos de etiqueta ou de verdade? Mas cada um de nós responda dentro de si mesmo, eh...? Nunca cristãos de etiqueta! Mas cristãos de verdade, de coração. Ser cristão é viver e testemunhar a fé na oração, nas obras de caridade, na promoção da justiça, no fazer o bem. Pela porta estreita que é Cristo deve passar toda a nossa vida”.
A Virgem Maria, Porta do Céu, o Papa Francisco pediu “que nos ajude a atravessar a porta da fé, a deixar que o seu Filho transforme a nossa existência como transformou a sua para levar a todos a alegrai do Evangelho”.
Na saudação final aos diversos grupos, incluindo um grupo vindo de São Paulo, o Santo Padre recordou que para muitos este período marca o fim do período de férias de verão, desejando “um retorno sereno aos compromissos da vida cotidiana, olhando o futuro com esperança”. (JE)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

DONA NANCY Esteve entre nós como mulher forte, lúcida, sábia.

Obrigado por tudo que semeaste neste mundo!
 Fundadora das CNSE, que a sete anos partiu para a casa do Pai.

DONA NANCY

Esteve entre nós como mulher forte, lúcida, sábia, pronta sempre a encarar o futuro. Foi assim que a pude conhecer mais de perto nos últimos anos.
A voz podia ser débil, incerta às vezes, mas as palavras transmitiam firmeza. Mesmo em situações em que gente mais jovem vacilava. Conhecia os objetivos, antevia os caminhos, apontava rumos. Tinha opiniões, que sabia defender, idéias claras de quem soubera cultivar o pensamento e o coração. Tinha opiniões, ou melhor, tinha certezas nascidas da escuta do Senhor.

A lucidez de Dona Nancy era tranquila, sem medo de ouvir idéias diferentes, capaz de as avaliar e integrar numa visão mais ampla. Até os últimos meses ainda fazia palestras muito bem concatenadas e ricas. E, ao ouvir, surpreendia, percebendo nas palavras, matizes que a outros escapavam. Foi como me surpreendeu ao ler, nas entrelinhas de uma palestra, uma idéia que eu não tivera a coragem de expor abertamente. Percebeu logo o sentido oculto, e tirou conclusões.
Era uma mulher sábia. Sabedoria amadurecida ao longo dos anos e de múltiplas experiências de vida. Sabia aconselhar, porque sabia compreender as pessoas. 
Tinha a sabedoria da vida, que lhe permitia rir de muitas seriedades e até de si mesma.
Sabedoria das conversas sérias ou descompromissadas, mas sempre marcadas pela fé e por uma visão cristã da vida, que nada tinha de estreita ou medrosa.
D. Nancy não mostrava medo do futuro, ou das coisas novas. Em reuniões, mais de uma vez, eram suas as propostas mais ousadas. Até os últimos meses pensava no futuro, continuava a lançar sementes, a despertar adesões a novas propostas, a incitar medrosos e acomodados.
Mulher forte, lúcida, sábia, aberta ao futuro. Essa a Dona Nancy que pude conhecer mais de perto. E admirar.
( Pe. Flávio Cavalca de Castro - CM nov/2006)




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Os consagrados e consagradas, discípulos missionários de Jesus Testemunha do Pai

Vocação das Religiosas e Consagrados


Homenageando todos os religiosos e religiosas que contribuíram e contribuem com a construção do Reino de Deus, principalmente nas CNSE, apresentamos três parágrafos do Documento de Aparecida e uma bela reflexão a respeito da vocação religiosa postada no blog vocacional franciscano indicado no final desta página.

Os consagrados e consagradas, discípulos missionários de Jesus Testemunha do Pai

“A vida consagrada é um dom do Pai, por meio do Espírito, à sua Igreja, e constitui elemento decisivo para sua missão. Expressa-se na vida monástica, contemplativa e ativa, nos institutos seculares, naqueles que se inserem nas sociedades de vida apostólica e outras novas formas. É um caminho de especial seguimento de Cristo, para dedicar-se a Ele com coração indiviso e colocar-se, como Ele, a serviço de Deus e da humanidade, assumindo a forma de vida que Cristo escolheu para vir a este mundo: vida virginal, pobre e obediente.
Em comunhão com os Pastores, os consagrados e consagradas são chamados a fazer de seus lugares de presença, de sua vida fraterna em comunhão e de suas obras, lugares de anúncio explícito do Evangelho, principalmente aos mais pobres, como tem sido em nosso continente desde o início da evangelização. Desse modo, segundo seus carismas fundacionais, colaboram com a gestação de uma nova geração de cristãos discípulos e missionários e de uma sociedade onde se respeite a justiça e a dignidade da pessoa humana.
A partir do seu ser, a vida consagrada é chamada a ser especialista em comunhão, no interior tanto da Igreja quanto da sociedade. A vida e missão dos consagrados devem estar inseridas na Igreja particular e em comunhão com o Bispo. Para isso, é necessário criar meios comuns e iniciativas de colaboração que levem a um conhecimento e valorização mútuos e a um compartilhar da missão com todos os chamados a seguir a Jesus”. (DAp, 216-218)
Vida religiosa, um serviço ao Reino de Deus
“Rápido para perdoar, demorado para irar”. Descreve Celano acerca de Francisco de Assis. “Sereno na inteligência, delicado, sóbrio, contemplativo, constante na oração e fervoroso em todas as coisas. Firme nas resoluções, equilibrado, perseverante e sempre o mesmo. Rápido para perdoar e demorado para irar, tinha a inteligência pronta, uma mémoria luminosa, era sutil ao falar, sério em suas opções e simples. Era rigoroso consigo mesmo, paciente com os outros, discreto com todos. Muito eloquente, tinha o rosto alegre e o aspecto bondoso, era diligente e incapaz de ser arrogante" (LC Cap. 29,83). 
A atitude duma pessoa firme e espiritualidade simples, mas séria, obterá sem dúvidas outros seguidores. A graça de Deus é abundante naqueles que procuram seguir firmemente o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a atitude de um santo. 
Reflexão

A vocação religiosa tem sempre no fundo este carisma: o que é próprio, criativo, puro e santo. Assim temos uma infinidade de homens e mulheres que deixaram tudo, seus caprichos pessoais e ouviram ao chamado do Mestre. Citamos apenas algunsSão Vicente de Paula, São DomingosSão Francisco de Assis, São João Bosco, Santa Clara, Madre Tereza de Calcutá... O surgimento destas vidas e tantas e tantas outras, fizeram nascer congregações e ordens religiosas. São grupos de pessoas (até milhares) que aceitam um determinado modelo de vida para servir mais plenamente ao Reino de Deus. Cada um tem o que é o seu próprio, o que caracteriza a sua inspiração original. É na diversidade dos dons que nos são apresentados caminhos diversos para servir ao Senhor. Escolhendo o que mais possa adaptar-se, cada um tem o direito e a liberdade de seguir e assumir um destes caminhos. 

A vocação religiosa aparece como o grande serviço ao Reino de Deus. A pessoa que opta por esta vida, não está alheio ao mundo. Não fica proibido de ter contato com sua família. Por força de caridade, até tem obrigações para com ela. Não constitui uma família (matrimônio), mas assume a grande família religiosa, conforme o seu carisma. Está em família. Por isso não está isento de dificuldades e de diferenças. Assume o diferente, para que, como religioso(a), possa ligar-se mais à vontade de Deus.


Algo o diferencia dentro do mundo. Está no mundo para ser sinal diferente dentro do mundo. Conhece o mundo para santificá-lo e dar verdadeiro testemunho de Paz, Justiça, Alegria e Felicidade. Esta opção de vida, esta vocação tem como finalidade chamar todos os homens de boa vontade ao Pai. É ver o mundo, as coisas, as pessoas, a vontade com mais exatidão. É o chamado para a santificação. É o convite ao mundo para santificar-se. Esta opção orienta a própria vontade para assumir a grande vontade do Pai. Por isso, o religioso se entrega ao Pai para concretizar seu plano de salvar todos os homens de boa vontade.

Para refletir
a. Tem sentido a Vida Religiosa hoje?
b. Para você: o que empolga na Vida Religiosa?

                                                                                           Fonte da reflexão e ilustração: http://vocacaofranciscana.blogspot.com.br
     Foto: Irmãs Elizabetta e Maria (falecidas), Maria José, Conceição, Rita, Aloísia e Inês (ursulinas)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Papa Francisco: que se aprofunde mais o grande e importante papel da mulher na Igreja



2013-08-16 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - No Angelus de ontem, quinta-feira, o Papa recordou também o 25º aniversário da Carta apostólica Mulieris dignitatem, do beato João Paulo II, sobre a dignidade e a vocação da mulher. Trata-se de um documento "rico de elementos que merecem ser retomados e desenvolvidos" – disse o Pontífice. Subjacente, "encontra-se a figura de Maria":
"Façamos nossa a oração colocada no final desta Carta apostólica (cfr n. 31): a fim de que, meditando o mistério bíblico da mulher, condensado em Maria, todas as mulheres encontrem a si mesmas e a plenitude da sua vocação e em toda a Igreja se aprofunda e se entenda mais o tão grande e importante papel da mulher!"
Um papel que tem início com o "sim" de Maria pronunciado em Nazaré:
"E na realidade é exatamente assim: todo 'sim' a Deus é um passo rumo ao Céu, rumo à vida eterna. Porque o Senhor quer isto: que todos os seus filhos tenham a vida em abundância! Deus nos quer todos consigo, em sua casa!"
Por fim, o Papa agradeceu a todos os presentes, em particular, aos provenientes da Guiné com o seu bispo. (RL)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Movimento de Apoio Espiritual e Religioso às Viúvas, Viúvos e Pessoas Sós



 


       COMUNIDADES NOSSA  SENHORA  DA  ESPERANÇA
Movimento de Apoio Espiritual e Religioso às Viúvas, Viúvos e Pessoas Sós

“Uma convivência de fé e alegria”
PRETENDEMOS EM PEQUENOS GRUPOS
EXERCITAR A ENTRE AJUDA PARA:
·          Louvar e servir a Deus, no estado de vida de Viúvas, Viúvos e Pessoas Sós;
·          Buscar insistentemente novos caminhos que nos levem a Cristo;
·          Renovar nossa confiança e Esperança de uma vida digna, sob a proteção materna de Nossa Senhora.
·          Testemunhar, em âmbito nacional, que podemos viver cristãmente as alegrias da vida, dom gratuito de Deus.
Viúvas, Viúvos e Pessoas Sós.
Que Deus esteja na sua casa e seja
o primeiro a ser buscado, o primeiro a ser amado e o primeiro a ser servido”.

Pe. Henri Caffarel

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Os pais são chamados a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor


Queridas famílias Brasileiras

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Guardando vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas durante a recente visita ao Brasil, me sinto feliz em

 
saudá-las por ocasião da Semana Nacional da Família, cujo tema é “A transmissão e a educação da fé cristã na família”
encorajando os pais nessa nobre e exigente missão que possuem de ser os primeiros colaboradores de Deus na orientação

 fundamental da existência e a segurança de um bom futuro. Para isso, “é importante que os pais cultivem as práticas comuns
 
de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos” (Carta Enc. Lúmem Fidei, 53). Neste sentido, os pais

 são chamados a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor

 humano, que recebem uma nova luz da Revelação de Deus. De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza

 o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser 

defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na

 atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida

. Fazendo votos de que vocês, queridas famílias brasileiras, sejam o mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e

 alimentado pela fé e como penhor de graças do Alto, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo a Benção Apostólica.

Papa Francisco I
 
enviado pelo Paulo da Carmem Lúcia

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cansados por nada fazer

No Coração da Vida
Cansados por nada fazer
Luiz Turra

A ociosidade, além de inimiga da alma, é uma das causas de depressão


Opotencial humano é imenso. A liberação deste potencial é que difere de pessoa a pessoa, não só na intensidade, como também no seu direcionamento. Há pessoas que se deixam provocar em muitas direções e conseguem exercitar respostas exitosas em muitos campos e atividades. Há outras que investem numa única direção, nesta se aperfeiçoam, tornando-se celebridades. Lembramos cientistas, atletas, artistas etc.

Há gente que não se atreve, nem se desafia, em nenhuma direção e não se deixa desafiar por ninguém. São os que se acomodam e se julgam incapazes de qualquer empreendimento ou criatividade. Geralmente, este contingente humano, que por sinal é muito grande, atira-se debaixo da vida, curtindo a síndrome do vitimismo e acusando os outros por sua impotência.
Não podemos esquecer que a surpreendente potencialidade humana também pode estar em pessoas portadoras de deficiências ou revestidas de aparente miséria ou até mesmo no meio do incalculável número de presidiários de nossas cidades. A potencialidade humana é capaz do ótimo e do péssimo, dependendo do cultivo, das provocações e desafios, da educação e oportunidades, das exclusões e agressões.

Enfim, nosso assunto é: “Cansados por pouco ou nada fazer”. Geralmente o tédio não atinge as pessoas ocupadas, criativas e dinâmicas, mas toma conta de quem vive cansado por pouco ou nada fazer, ou por não ter espaço de ocupação em lugar nenhum.

Numa localidade conheci um grupo de profissionais liberais que vivia em gabinetes sofisticados com o mínimo do mínimo de ocupação. Alguns passavam a maioria do tempo se distraindo na internet, outros dedicavam algum momento do dia em leituras de passatempo. No meio deles, o que mais se ouvia era a expressão: “Estou cansado! Não aguento mais esse ritmo”.

Há um consenso popular: “Se queres alguma ajuda ou favor, procure as pessoas mais ocupadas”. Estas responderão positivamente prontificando-se logo a servir. Os menos ocupados já se consideram ocupados demais em nada fazer.

É bem real esta verdade: “É fazendo que a pessoa se faz!” Conheço um paroquiano de 104 anos que mora sozinho em seu apartamento. Levanta às quatro horas da manhã. Faz uma hora de ginástica e em seguida faz uma hora de oração, diz ele “pela humanidade”. Depois da oração, prepara o café, em seguida faz limpeza da casa e lava roupa. Faz o almoço e segue o dia em permanente ocupação. No final do dia ainda dedica mais uma hora de oração “pela humanidade”. Por justiça, confirmo que a opção de morar sozinho é do vovô. Os filhos o acompanham permanentemente, respeitando seu ritmo de vida. Ao falar sempre diz que a ocupação e a fé o fazem feliz.

É comprovado que o trabalho não mata ninguém, a não ser em acidentes, mas a ociosidade, além de ser inimiga da alma, é uma das causas de depressão e anulação.  

O melhor mesmo é manter-nos ocupados em ações construtivas, fazendo as pequenas coisas com grande amor.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vamos orar pela irmã Wilma

  
"Comunicamos que a nossa estimada Irmã Wilma realizará cirurgia de tireóide , dia 06.08.2013, às 18:00 horas, no hospital Divina Providência. 
       Pedimos as orações de todos para que a cirurgia ocorra com sucesso e pela pronta recuperação da Irmã Wilma para que logo retorne ao nosso convívio e ao serviço em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!"

Fraternal abraço, Paulo e Carmem Lúcia